29 de setembro de 2026
A educação parental como extensão qualificada do trabalho com crianças e adolescentes
A criança passa uma hora com o profissional. O desenvolvimento continua em casa.
Uma psicóloga pode compreender com precisão o sofrimento de uma criança. Uma pedagoga pode identificar onde o processo de aprendizagem está travando. Uma fonoaudióloga pode construir um plano cuidadoso para a comunicação. Ainda assim, há uma pergunta que atravessa todas essas áreas: o que acontece com aquela criança entre um encontro profissional e outro?
É em casa, na escola e nas relações cotidianas que ela precisa esperar, pedir ajuda, tolerar uma frustração, tentar de novo e usar as habilidades que está desenvolvendo. Por isso, trabalhar com os adultos ao redor da criança não é uma atividade periférica. É uma maneira de levar a intervenção para os contextos em que a vida acontece.
A Organização Mundial da Saúde publicou diretrizes baseadas em evidências sobre intervenções com pais e cuidadores de crianças de 0 a 17 anos. Entre os objetivos estão melhorar a relação entre adultos e filhos e prevenir dificuldades emocionais e comportamentais. Isso não significa que exista um roteiro único para todas as famílias; significa que a orientação parental merece método, avaliação e rigor. [1]
O que a graduação oferece e o que essa atuação acrescenta
A formação de base é indispensável. É ela que permite reconhecer desenvolvimento, linguagem, aprendizagem, saúde mental e os limites da própria atuação. A educação parental amplia a possibilidade de traduzir esse conhecimento em práticas que os cuidadores conseguem compreender, experimentar e ajustar.
Não basta dizer à família “seja consistente”. Consistente em quê? Em qual momento? Como responder quando a criança recusa uma tarefa, enquanto o adulto está cansado e a rotina já atrasou? A passagem de um princípio geral para uma ação observável exige escuta, formulação do caso, treino e acompanhamento.
Eu, Michelle, cheguei a essa convicção a partir da Psicologia; Sarah, a partir da Pedagogia. Nossas formações são diferentes e continuam essenciais. O encontro entre elas nos mostrou a força de olhar para a criança e, ao mesmo tempo, para os adultos que participam diariamente de seu desenvolvimento.
Foi dessa visão que nasceu o Instituto Eduque Bem: aproximar conhecimento científico e prática com famílias, respeitando a complexidade de ambas.
Para o profissional: na próxima conversa com uma família, identifique uma habilidade trabalhada no atendimento e pergunte: “Em que situação da semana essa habilidade precisou aparecer?” A resposta pode indicar o próximo passo da intervenção.
Se você deseja aprofundar essa ponte entre ciência, atendimento e cotidiano familiar, conheça a Certificação do Instituto Eduque Bem. Conheça a Certificação
Instituto Eduque Bem
Michelle Bottrel e Sarah Mendonça
